Ontem no Senado Federal o Senador, que também é o bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, Marcelo Crivella, pregava abertamente o direito à Homofobia. Pregava abertamente o direito das pessoas não gostarem de gays, lésbicas, travestis transexuais. Enquanto lutamos pelo direito da construção da igualdade o bispo Crivella diz: "as igrejas têm o direito de condenarem o homossexualismo".
É duro a gente ver que, em pleno 2008, um Senador da República que quer ser Prefeito do Rio, acha que as pessoas podem ter e exercer seus preconceitos e seus ódios contra o ser humano. Seria o mesmo que alguém pregasse que é um direito ter preconceito e ódio contra negros, mulheres, pessoas com deficência.
O Bispo Marcelo Crivela coloca em suas palavras e ações no congresso o peso de um Senador da República contra a a diversidade. Ele apoia o ódio e o preconceito. Ele apóia que vivamos com medo. Ele prega a opressão. Um político que não constrói pontes entre as diferenças e diversidades não pode querer ser prefeito de uma cidade como a do Rio de Janeiro. Somos plurais, somos agregadores, somos a síntese do Brasil.
Será que o o Bispo acha que as ações dos pitboys estão certas? Acho que bem lá no fundo ele deve achar. Quando um gay é espancado apenas por ser gay o que o Bispo Crivella tem a dizer?
Cabe ao Congresso aprovar com muita urgência a Lei que combate á homofobia no Brasil. Isso é urgente. O congresso precisa dizer ao Brasil que Crivella em suas falas homofóbicas e preconceituosas não traduz o pensamento de nossos deputados e senadores.
Precisamos apoiar a construção da igualdade e não reafirmar as desigualdades e os preconceitos. MAs muito pior é um Senador dizer que a igreja tem o direito a ter preconceito. Isso faz mal só de ouvir. MAs o pior é que ele defende isso mesmo.
Não Senador. Não tem. Igreja é lugar de Paz e Amor e não de perseguição. Se na sua onde o Senhor exerce seu Bispado, o conceito de igualdade não é presenteeu só posso lamentar. Pois é de lamentar que uma pessoa, ainda mais Senador da República, gaste seu tempo na Tribuna pregando o ódio e o preconceito. O Senhor não colabora com nada com o Brasil agindo desta forma. O Brasil precisa de gente que some, de políticos que entendam todas as suas diferenças e não de políticos que queiram impor apenas suas verdades e seus pensamentos carregados de ódio contra o ser humanos.
Senador, eu sou homossexual. E apenas porque amo outro homem eu mereço ser perseguido, espancado, morto? É isso mesmo senador? Eu mereço que sua igreja tenha o direti de me odiar?
Senador, o Senhor deve ler Clarice que diz: "Liberdade é pouco. O que eu quero ainda não tem nome". Não tenha em mim um inimigo apenas por amar um homeme não uma mulher. VAmos debater a construção de ódios. Quem sabe o senhor possa ter a humildade necessária de dizer ao Brasil que o senhor quer a paz e não o ódio. Ainda dá tempo de mudar.
Marcelo Garcia, 38 anos, escritor e Secretário Municipal de Assistência Social do Rio de janeiro.
Rio de Janeiro, 16 de maio de 2008
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Fonte: Andarilha Estelar









